CARTA SEMESTRAL

julho/2019

Vitreo FoF Melhores Fundos

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Olá! Bem-vindo à primeira carta semestral do FoF Melhores Fundos.

A exemplo do que já fazemos com o FoF SuperPrevidência, vamos nos encontrar aqui, a cada 6 meses, para batermos um papo sobre o que aconteceu na nossa jornada no semestre passado.

Como o FoF Melhores Fundos ainda não completou 6 meses de vida, não poderemos falar sobre seus resultados em razão de regras de divulgação da CVM (o fundo nasceu em 08/04/2019).

E isso é por uma causa nobre. A Comissão de Valores Mobiliários, a principal reguladora do mercado de capitais adota essa restrição, por meio da Instrução CVM 555, para garantir que o investidor não seja atraído com falsas promessas de rentabilidade relacionadas com histórico pouco suficiente para avaliar o desempenho dos fundos.

Mas podemos falar sobre o que estamos fazendo no fundo e como os gestores se comportaram nesse período.

O FoF Melhores Fundos busca seguir a carteira teórica idealizada pela equipe especialista em fundos da Empiricus. É preciso ter em mente que a Vitreo, no seu papel de gestora, faz a devida diligência dos investimentos do FoF. Avaliamos, repensamos e ponderamos as composições. Vamos dividir nossas ideias com você sempre quando isso acontecer.

Para você que já leu a carta semestral do FoF SuperPrevidência, a parte que fala sobre o comportamento do mercado no primeiro semestre é igual, então fique à vontade para pular ela.



No que o FoF investe, mesmo?

A carteira do FoF foi construída buscando diversificar investimentos em várias classes de ativos. Juntamos alguns dos melhores gestores especialistas em renda fixa crédito, multimercados, renda variável e proteções. A alocação teórica atual é a seguinte:

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E aqui estão os fundos investidos que compõem cada classe:

1 fundo de Caixa

PI Tesouro Selic FIRF Simples é gerido pelo Santander. O fundo aplica apenas em LFT, títulos públicos pós fixados indexados à taxa Selic. Ele é o colchão de segurança e liquidez do fundo e busca render próximo da Selic, taxa de juros básica da economia. O fundo não cobra taxa de administração e tem baixo nível de risco.

4 fundos de Renda Fixa Crédito

Brasil Plural Crédito Corporativo II FIC FIRF CrPr LP é gerido pela equipe de crédito da Brasil Plural, comandada pelo Rafael Zlot. Investe até 80% de seu patrimônio em títulos de crédito privado e a parcela restante em títulos públicos. Dentre os títulos privados, o fundo investe principalmente em debêntures de empresas listadas na bolsa de valores. O fundo tem risco de crédito moderado.

CA Indosuez Grand Vitesse FIRF CrPr é gerido pelo time de crédito privado do banco francês CA Indosuez, liderado pelo André Fadul. Investe até 90% em títulos de crédito privado, sendo principalmente em Debêntures. O restante é investido em títulos públicos, através de LFT e operações compromissadas. O fundo tem risco de crédito moderado.

Capitânia Premium FIC FIRF CrPr é gerido pela Capitânia, sob o comando do Arturo Profili. Investe principalmente em ativos de crédito privado, alocando em debêntures, CRIs, FIDCs e letras financeiras. O restante é investido em títulos públicos federais pós fixados e CDB. O rating da carteira é predominantemente AAA. O fundo tem risco de crédito moderado.

JGP Corporate Plus FIC FIM CrPr é gerido pela JGP, sob o comando do Alexandre Muller. Investe cerca de 80% de seu patrimônio total em títulos privados e a parcela restante em títulos públicos e investimento no exterior, através de corporate bonds (títulos privados no exterior). Dentre os títulos privados, o fundo investe principalmente em Debêntures. O rating da carteira é predominantemente AAA. O fundo tem risco de crédito moderado.

7 fundos Multimercados

Absolute Vertex II FIC FIM é gerido pela Absolute, sob comando do Fabiano Rios, que coordena as recomendações de uma equipe de renda fixa, renda variável, juros e moedas. O objetivo de rentabilidade do fundo é entregar CDI + 10% a.a. O fundo tem risco moderado de risco.

Ibiúna Hedge STH FIC FIM é gerido pela Ibiúna, gestora com foco em renda variável e multimercado. É comandada pelos ex-diretores de política monetária do Banco Central, Mario Torós e Rodrigo Azevedo. A expertise deles em juros e câmbio é complementada pela de André Lion, ex-Itaú e ex-BRZ, em renda variável. O fundo tem nível moderado de risco.

Paineiras Hedge II FIC FIM é gerido pela Paineiras, gestora com foco em fundos multimercado. É comandada por Antonio Bitterncourt e Ney Marinho, ambos ex-Icatu. A gestora não faz investimentos em crédito e ações individuais, apenas investindo em títulos soberanos e índice. Investimentos são feitos através de uma análise macroeconômica e do cenário político local e global. O fundo tem nível moderado de risco.

VTR AD Macro Strategy FIC FIM é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo, gerido pela Adam Capital, comandada por Marcio Appel. O veículo pode combinar investimentos nas estratégias Macro e Strategy. Mais conservador, o fundo Macro investe nos mercados de juros, câmbio e índices de bolsa. Já o Strategy, com maior risco, tem uma maior atuação nos mercados globais, podendo investir em ações no exterior e sendo vedado investimentos no mercado de juros. O fundo tem um nível moderado de risco.

VTR Kapitalo Zeta FIC FIM é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo, gerido pela Kapitalo. O fundo combina as recomendações de 14 áreas independentes de gestão (macro, renda variável, moedas, juros e commodities) coordenadas por Carlos Woelz, ex-BBM. A gestora opera mercados diversificados com alocação internacional relevante. O fundo tem um nível moderado de risco.

VTR SN FIC FIM é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo que investe no SPX Nimitz. Gerido por Rogério Xavier, ex-BBM e Banco Garantia, e seu experiente time de gestão e pesquisa, o fundo investe nos mercados de juros, moedas, commodities e renda variável no Brasil e no exterior. O fundo tem um nível moderado de risco.

VTR SR FIC FIM CrPr IE é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo que investe no SPX Raptor. Carro-chefe da casa, o fundo é uma versão com maior risco (2x) do SPX Nimitz, recomendado para investidores profissionais. Com isso, o fundo é o mais arrojado da carteira de fundos multimercados.

5 fundos de Renda Variável

Bogari Value D FIC FIA é o fundo de renda variável da Bogari, comandada pelo Flavio Sznajder. A casa investe em ações para o longo prazo e de forma fundamentalista. A experiência do gestor no mercado real, antes do setor financeiro, é um diferencial fundamental na forma como a casa enxerga as oportunidades no mercado. O fundo tem risco elevado.

Brasil Capital 30 FIC FIA é o fundo de renda variável da Brasil Capital, gestora com foco em renda variável no mercado local. Comandada por Andre Ribeiro, a casa investe em ações com foco no longo prazo e preferencialmente em empresas com liquidez diária superior a R$ 15 milhões. Preferem investir em empresas midcap com provado histórico de sucesso. O fundo tem risco elevado.

IP Participações IPG FICFIA BDR Nível I é o fundo de renda variável da IP Participações, comandada por Christiano Fonseca Filho. Com mais de 30 anos, a gestora busca obter altos retornos absolutos em períodos de 5 anos, tendo baixa correlação com quaisquer índices de bolsa. O fundo tem risco elevado.

VTR Oceana Long Biased FIC FIA é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo, gerido pela Oceana. Comandada por Leonardo Messer, focam em companhias com fundamentos sólidos e que negociem com desconto relevante e em ações sobrevalorizadas. buscam por negócios capazes de gerar retornos seja qual for o cenário. O fundo tem risco elevado.

VTR SF FIC FIA é o veículo exclusivo para clientes da Vitreo que investe no SPX Falcon. Fundo de ações long biased, é o principal da estratégia de renda variável da gestora, tem um mandato flexível de exposição à bolsa, buscando retornos elevados no longo prazo com preservação de capital. Estratégia focada em valor e ciclos econômicos, a partir de análise fundamentalista e macroeconômica, nos mercados de ações local e global. A estratégia de renda variável é orquestrada por Leonardo Linhares. O fundo tem nível elevado de risco.

3 Proteções

SPXI11 (ETF S&P500) é um ETF, fundo que replica o índice norte-americano S&P 500, composto pelas 500 maiores empresas listadas na bolsa de valores americana. Dentre as alocações da carteira, podemos citar empresas como Amazon, Google e Apple. O fundo, gerido pelo Itaú Unibanco, tem como objetivo servir de proteção contra variações negativas na economia brasileira. O fundo tem risco moderado.

Icatu Vanguarda Dólar FI Cambial é um fundo cambial da Icatu. O fundo tem como objetivo investir sua carteira em dólar a fim de servir de proteção contra variações negativas na economia brasileira. O fundo tem risco baixo.

Órama Ouro FIM é um fundo de ouro, gerido pela Órama. O fundo tem como objetivo investir sua carteira em ouro, a fim de servir de proteção contra variações negativas nas economias locais e globais. O fundo tem baixo risco.

Desde o início do fundo, buscamos seguir a indicação da carteira teórica. A tabela a seguir mostra a alocação do FoF Melhores Fundos no final do 1º semestre de 2019 e traz a alocação da carteira teórica.

Você vai perceber que as alocações em Multimercados estão um pouco diferentes do que a alocação indicada na carteira teórica.

A diferença se deve a uma oportunidade estratégica que aproveitamos no começo do fundo. Combinamos com o gestor do Kapitalo Zeta, um período determinado para alocar o volume de recursos que ele reservou para os clientes da Vitreo, então corremos para garantir nossa alocação (o fundo está fechado atualmente). Algo que sempre vamos buscar em benefício dos nossos clientes.

No caso do SPX Raptor (VTR SR), como o fundo, destinado a investidores profissionais, só aceita aportes uma vez por mês, sempre temos que ajustar o tamanho desse aporte, imaginando qual volume de recursos receberemos ao longo do mês.

Para não mudar o risco da carteira ajustamos essas diferenças nos demais fundos, buscando manter a alocação na classe de multimercados próxima de 41,75%. Aos poucos essas alocações vão convergir para os percentuais indicados na carteira teórica.

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*Fonte: Carteira Vitreo FoF Melhores Fundos FIM, dia 28/06/19.



Como os gestores estavam posicionados (no que eles apostaram) no segundo trimestre 2019

No início de abril, de acordo com nossos cálculos, aproximadamente 17% da carteira do FoF Melhores Fundos estava indiretamente alocada em títulos privados, 17% em ações, 18% em operações compromissadas, 4% em commodities, 9% em investimento no exterior e o restante em títulos públicos.

Já no final de junho o FoF estava alocado 18% em ações, 18% em títulos privados, 15% em operações compromissadas, 4% em commodities, 9% em investimento no exterior e o restante em títulos públicos.

Ao analisarmos as posições combinadas dos fundos investidos em mais detalhes, o FoF concentrava, no último bimestre do ano, suas principais apostas nas seguintes teses:

  • Alta da bolsa brasileira: 17,34% no início de abril aumentando para 17,79% no fim de junho (o que aconteceu mais para o final do semestre)
  • Fechamento da curva de juros reais (NTN-B) (a queda das taxas de juros): 4,25% no início de abril aumentando para 4,59% no fim de junho (o que aconteceu)
  • Fechamento da curva de juros nominal (pré-fixados) que iria fechar (caírem as taxas de juros): 17,03% no início de abril aumentando para 18,44% no fim de junho (o que aconteceu)
  • Melhora do mercado internacional: 9,41% no início de abril para 9,40% no fim de junho (o que aconteceu)


E o que aconteceu nos primeiros meses do ano

Os mercados globais começaram o ano em tom de cautela, “assustados” com cenário internacional conturbado no final do ano, em meio ao medo da desaceleração global e tensões políticas. Contudo, a cautela logo deu lugar para um certo otimismo, impulsionado por uma mudança de postura do banco central americano, que inverteu o sinal ao indicar uma pausa nas altas dos juros.

Com isso, as bolsas globais iniciaram o ano em alta, com os juros nos EUA estáveis pela primeira vez desde meados de 2017. Conversas entre EUA e China para resolver a guerra comercial contribuíram para uma melhora do cenário econômico, instigando as bolsas a continuarem com um movimento de alta.

Porém esse cenário se deteriorou em maio com o agravamento da guerra comercial entre os dois países. As bolsas globais recuaram, marcando o primeiro mês de queda no ano. Lá fora valeu mais uma vez a maldição do mês de maio.

A recuperação dos mercados globais se deu no início de junho, com notícias de que os bancos centrais iriam intervir com novos estímulos monetários. Bolsas globais encerraram o semestre em alta, liderada pelas bolsas americanas que bateram suas máximas históricas.

O mercado local sentiu o clima de tensão global. A situação ficou ainda mais sensível com a situação política nacional. O mercado virou o ano esperando uma reforma expressiva da previdência e apostou em um processo de tramitação rápido no governo. Ao perceber que o processo político seria mais demorado, teve dificuldades em ultrapassar a barreira dos 100 mil pontos, com investidores esperando pela aprovação da reforma. Depois de um janeiro muito otimista, fevereiro e março foram meses mais difíceis.

Abril começou no mesmo tom negativo, mas salvou-se no final. Em maio, o vai e vem no humor dos mercados seguiu dançando, com um olho em Brasília e outro no cabo-de-guerra entre Trump e Xi Jinping.

Mas aqui a maldição de maio não teve vez.

O presidente Bolsonaro, fez uma jogada de risco convocando a população para um ato de apoio ao presidente. A estratégia deu certo antes mesmo das passeatas tomarem forma. O que se viu foi uma virada surpreendente, um giro de 180º no clima político. Congresso, Governo e STF alinhados e a expectativa de aprovar a reforma ainda no primeiro semestre, buscando a economia perto de R$1 tri, muito perto da proposta original.

Daí em diante, até o final do semestre foi uma linha reta para cima. O mercado otimista com a perspectiva de aprovação da Reforma da Previdência (que acabou acontecendo em primeiro turno na Câmara dos Deputados no início de julho). Nem os números ruins da economia tiraram o fôlego do mercado, que preferiu ver nisso mais um indício que o Banco Central deve cortar a taxa de juros em breve.

Os gráficos e tabela abaixo resumem em números o que aconteceu durante o semestre nos mercados.

db_15082019_img_01 Evolução dos índices de ações e “proteções” no 1º semestre: db_15082019_img_01 Evolução dos índices de renda fixa no 1º semestre: db_15082019_img_01

Coloquei abaixo uma breve explicação sobre cada um dos índices mencionados nos gráficos acima para você conhecer ou relembrar o que eles significam.

O CDI, Certificado de Depósito Interbancário, representa a média dos empréstimos que os bancos fazem entre si para fechar o caixa do dia, sendo definido como o investimento de menor risco de mercado. A maioria dos fundos multimercados usa o CDI como o benchmark a ser batido.

O Dólar é a cotação da moeda norte-americana contra o nosso Real.

O IRF-M, calculado pela ANBIMA, é composto por uma carteira teórica de títulos públicos de renda fixa pré-fixados. Enquanto o IMA-B é o índice que mostra o desempenho dos títulos públicos indexados à inflação.

O índice Ibovespa é composto das ações mais líquidas do Brasil, representando 85% da negociação total da bolsa. Já o índice S&P 500 é uma carteira composta das 500 ações mais importantes da bolsa norte-americana, em termos de tamanho, liquidez e classificação setorial.



E como cada gestor se comportou...

Como resumi mais acima, nesse primeiro semestre do ano, passamos por um período de altas e baixas, marcado por incertezas nos mercados globais e locais. Ainda assim nossos gestores conseguiram se posicionar bem frente a esses movimentos.

Abaixo alguns comentários sobre nossos gestores.

 

Renda Fixa e Crédito

Brasil Plural: o fundo sofreu com uma reprecificação da debênture das Lojas Americanas para baixo, impedindo a carteira de ter maiores ganhos. Fundo estava com parte significativa de seu patrimônio em caixa, mas diminuiu nos últimos meses do semestre com novas alocações. Em maio, saíram de alguns papéis mais curtos e alocaram em papéis com maior carrego. A gestora está otimista com cenário econômico, já de olho em novos ativos para entrar na carteira.

CA Indosuez: o fundo teve um mês de maio difícil, tendo alguns papéis apresentando retorno abaixo do esperado. Foi feita uma nova emissão de uma debênture das Lojas Americanas, fazendo com que o papel fosse reprecificado para baixo, prejudicando sua rentabilidade. Contudo, a gestora está otimista com o cenário. Devido ao tamanho dos fundos da gestora, conseguiram entrar em algumas operações direto na emissão primária (quando os ativos são lançados no mercado pela 1ª vez). Estão focados em empresas que não tenham problemas de liquidez.

Capitânia: o fundo estava com a carteira focada em ativos imobiliários e logísticos, que tiveram uma performance satisfatória. O prêmio de risco implícito no preço dos ativos caiu bastante ao longo do semestre, fazendo com que tivessem uma performance acima do esperado. Saíram de algumas posições para abrir espaço na carteira para ativos melhor avaliados. Continuam otimistas com os próximos meses, tendo um pipeline de ativos muito aquecido. 

JGP: o fundo encerrou o semestre acima do esperado, sendo o principal contribuidor dos fundos de renda fixa. A carteira está alocada majoritariamente em ativos locais, mas tendo uma parcela de ativos no exterior. Destaque positivo para a carteira no exterior e para AES Tietê. Em maio entraram em 27 emissões, demonstrando otimismo com ambos mercados locais e internacionais. Acreditam que a boa fase do mercado internacional vai continuar apostando no corte de juros pelo banco central americano.

 

Multimercados

Absolute: destaque para a resultado da alocação em bolsa brasileira. Encerram o semestre apostando na valorização da moeda americana e da bolsa brasileira. Gestor em compasso de espera com os desdobramentos nos mercados domésticos e internacionais. Acredita em uma desaceleração da economia global e melhora do cenário local, apostando em um corte de juros.

Ibiúna: o fundo foi o destaque da carteira de multimercados, impulsionado pelo bom desempenho da carteira de juros real e bolsa local. O gestor está otimista com o cenário macroeconômico do Brasil e EUA, apostando na queda de juros e aprovação da reforma da previdência. Do lado negativo, destaque para a posição comprada em juros do México, onde perderam dinheiro, mas não se desfizeram da posição acreditando na recuperação do ativo.

Paineiras: o fundo sofreu nos últimos dois meses do semestre devido às instabilidades na política brasileira e à guerra comercial entre EUA e China. A carteira sofreu em abril e maio, mas foi capaz de recuperar o resultado em junho através das posições na bolsa brasileira e juros. Estão apostando na melhora dos cenários globais e locais, com corte de juros em ambos, trégua da guerra comercial e aprovação da reforma da previdência.

Adam: principal detrator da carteira de multimercados, o fundo sofreu com a posição em bolsa brasileira, que foi reduzida no início do segundo bimestre. Gestora continua com a mesma postura, apostando no corte de juros dos EUA e desaceleração global, com valorização do dólar e do franco suíço frente ao euro.  

Kapitalo: os ganhos no último bimestre foram resultantes da posição em bolsa brasileiro, montando posições compradas e vendidas principalmente no setor de utilidades públicas. Tiveram uma piora nos resultados no início de maio com uma agravação da guerra comercial e performance ruim da Suzano. Estão otimistas com o cenário doméstico, apostando na alta do Ibovespa e corte de juros. No cenário internacional, enxergam uma forte desaceleração global e queda dos juros.

SPX: destaque para a posição em juros no Brasil apostando na queda dos juros. As posições na bolsa local e nas commodities também contribuíram, mas em menor escala. No lado negativo, ficou a alocação comprada no dólar americano frente ao euro e moedas de países emergentes. Acreditam que os ativos de risco ainda devem ter espaço pra valorização no curto prazo com o suporte dos bancos centrais, mas estão pessimistas com o médio prazo, por acreditarem que a economia global deve continuar desacelerando, sem reagir aos estímulos de maneira mais definitiva.

 

Renda Variável

Bogari: o fundo apresentou bom resultado no período, impulsionado pelas posições em Banco Inter, Energisa, Alpargatas e Intermédica. O gestor aposta nos setores financeiro e de energia, sendo suas principais alocações na carteira. Estão otimistas com a aprovação da reforma da previdência e consequente melhoria do cenário doméstico.

Brasil Capital: principal contribuidor de performance do FoF, a boa performance do fundo é atribuída às posições em Alupar, B3, Cosan, Rumo e Petrobrás. No lado negativo, o maior detrator foi CVC, que sofreu com uma alta do dólar e quebra da aero Avianca. A carteira segue com posições concentradas em empresas midcap com maior liquidez. Gestora está otimista com a melhora do mercado e aposta na queda de juros.

IP Participações: o bom resultado no último bimestre é devido principalmente às alocações em Charter, B3, Apple e Facebook. No lado aposto, destaque negativo para a posição em exposição cambial. As principais alocações da carteira são as companhias americanas Berkshire Hathaway, Google, Booking Holdings, Apple, Netflix, Charter e da brasileira B3. Ao longo do semestre saíram de diversas posições em companhias brasileiras. Gestora não lida com previsões de mercado, preferindo olhar a empresa individualmente, sem correlações com quaisquer índices.

Oceana: o fundo apresenta bom resultado no período, impulsionado pelas alocações em Ser Educacional, Qualicorp, Equatorial, Energisa e Cesp. As maiores alocações da carteira são nos setores de energia, bancos e shoppings. Ao longo do semestre, fizeram algumas alterações, vendendo as alocações em Stone, PagSeguro e Estácio, reduzindo Localiza e comprando Gerdau. A gestora está otimista com o cenário doméstico, ainda enxergando bom ativos que estão desvalorizados.

SPX: o fundo está com uma alocação direcional comprada acima do neutro na bolsa brasileira, mas tendo uma parcela de sua carteira vendida nos mercados de ações globais. Destaque positivo na carteira para as alocações compradas em bancos, serviços financeiros e utilities (utilidades públicas). No lado negativo, destaque para o setor de commodities. Em junho, enxergaram uma melhora do cenário doméstico, aumentando a exposição na bolsa brasileira.

 

Proteções

Dólar: o fundo foi o principal detrator da carteira. O dólar iniciou o mês de maio em alta, consequência da agravação da guerra comercial. Porém, com uma melhora do cenário global, o dólar teve uma forte desvalorização, afetando o rendimento do fundo.

Ouro: o fundo que investe em Ouro apresentou bom resultado no período, impulsionado por uma alta do preço do ouro na segunda quinzena de junho. O fundo reagiu à uma maior incerteza no mercado global no fim de junho, que fez com que o ouro se valorizasse.    

S&P500: o fundo SPXI11, seguindo o índice S&P 500, teve um bimestre difícil, consequente de uma queda expressiva do índice no início do mês de maio, causado por um agravamento da guerra comercial. A performance melhorou no fim de maio e início de junho.



Concluindo...

Três meses são uma janela muito curta para maiores análises. Como dissemos, esta é uma longa viagem. Mas, a principal tese por trás do FoF (diversificação em vários gestores, com ideias e apostas diferentes) já mostrou o seu valor.

Em um período marcado por incertezas conseguimos nesses primeiros meses alcançar resultados satisfatórios. Vamos em busca deles no restante do ano, sempre com o olho no longo prazo e munidos de proteções.

Importante lembrar o assunto da capacidade de alocação nos gestores. Como não queremos diluir a alocação naqueles gestores que estão fechados para novos aportes, provavelmente vamos fechar o FoF Melhores Fundos para novos aportes quando o patrimônio atingir R$ 750 milhões. Já estamos com quase R$ 450 milhões hoje no fundo.

Esses resultados e o interesse dos nossos clientes no fundo nos animam. Especialmente porque conseguimos montar um produto com qualidade excepcional e muito diferente do que normalmente é oferecido em investimentos por aí. E vamos continuar assim, trabalhando com total transparência e buscando democratizar o acesso às melhores oportunidades de investimento. O FoF Melhores Fundos é muito parecido com os fundos exclusivos oferecidos para os clientes dos gestores de alto patrimônio e private banks do país.

Mas temos que ficar atentos para os meses à frente. As novas condições do mercado brasileiro (com juros mais baixos e bolsa em recorde de alta) e os temores de desaceleração na economia mundial formam um cenário desafiador para os gestores.

Vamos continuar navegando e acompanhando diligentemente os investimentos que temos hoje, enquanto permanecemos atentos para novas oportunidades.


Esperamos que este papo tenha sido proveitoso.
Mais uma vez obrigado pela confiança.
Segue o barco...
Um forte abraço,

Jojo e Equipe de Gestão Vitreo

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